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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ampliar ou não?

Ampliar ou não?

ao leitor
Postado em 08/11/2011 às 23:14 horas por Cristiano Xavier na sessão Educação
A polêmica em torno do aumento da carga horária continua rendendo muitos comentários. Não são poucos os professores contrários à medida, que visa a melhorar a aprendizagem do aluno com o aumento, agora, da carga horária, passando de 4 para 5 horas de aula.
Inicialmente, o Ministério da Educação propunha aumentar os dias letivos, de 200 para 220. Agora mudou de posição e pretende aumentar a carga horária. Esse aumento estava previsto de forma gradual na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação brasileira desde 1996. Mas, para isso, o Congresso precisa aprovar a alteração. 
A justificativa para esse aumento é que alguns países com uma educação melhor têm uma carga horária de até 8 horas. Portanto, o Brasil precisa seguir esse modelo se quiser melhorar a aprendizagem dos estudantes.
É certo que a educação do país precisa melhorar. E muito. E que nossos estudantes passam pouco tempo em sala de aula, tendo em vista que passam muito mais tempo nas ruas ou em frente ao computador.
Para que se faça essa mudança, será preciso que as escolas também se adéquem ao sistema, melhorando suas instalações, investindo mais em equipamentos, em professores e em ambientes agradáveis.
Aumentar a carga horária ou os dias letivos e não apresentar nada para o aluno, apenas as mesmas aulas de sempre, pode trazer muito mais estragos do que benefícios. Temos um exemplo disso: antes tínhamos 180 dias letivos; hoje temos 200. Deveríamos ter melhorado, deveríamos estar em um nível bem mais elevado de educação. Porém permanecemos na mesma. Incluímos quase 100% das crianças na escola, mas não alcançamos a educação desejada.
As escolas precisam ser mais agradáveis, do ponto de vista estrutural. Ter espaços de lazer, de atividades físicas, de artes cênicas, laboratórios. Encher as escolas de crianças não melhorou a qualidade, porque continuamos com as mesmas aulas. Falta, muitas vezes, um prédio que comporte todas as atividades que deveriam ser realizadas com os alunos.
Aliás, a César o que é de César. Boa parte das escolas hoje tem equipamentos muito bons para dar boas aulas. Elas têm recebido muito material, como livros, multimídia, computador, entre outros. Os governos têm investido bastante em determinadas áreas. Falta apenas o professor fazer uso desses equipamentos. Para isso, é preciso também a consciência do próprio professor de que é preciso usar tudo o que a escola tem para melhorar a educação. Enquanto não tivermos um professor que se dedique, uma escola agradável e investimento na educação não teremos uma educação de qualidade.

Um comentário:

Curiosidade e Acontecimentos disse...

sou professor a 20 anos, e lamentavelmente aqui faço uma critica. existe uma grande preocupação com a aprendizagem do aluno (concordo) mas, deveriam lembrar que o repassador do conhecimento precisa restaurar as suas energias físicas e mentais. Amo lecionar, mas é preciso saber que tornar os professores cada vez mais responsáveis com a aprendizagem aumentando dias letivos (180 para 200) já foi um erro, há poucos rendimentos e por outro lado escolas sem nenhuma estruturas, não somos mágicos e nem ilusionistas. a educação é a base de qualquer país, mas se deve primeiramente investir em salario do professor (e um colete a prova de bala). alterando mais uma vez para 220 dias, não vai mudar a educação em nada e sim estressar fisicamente o professor com mais responsabilidade, vocês criadores dessa implantação estão totalmente errados, aqui as leis não funcionam como em país que investe na educação para funcionar por 8 horas diárias. é brasil! em minha escola há cinco anos foi implantado mais 20 minutos (7 as 11:20), acredite não há rendimentos, pois os alunos as 11:00 já estão cansados. 1º - ninguém consegue permanecer sentado em cadeira de madeira(desconfortável) por mais de 4 horas e isso sem falar ambientes quentes. 2º - eu não acredito que quanto mais tempo o aluno permanecer em sala mais aprenderão (acumular disciplinas forçam é mais cansaço mental). será que pessoas que elaboram projetos como estes vivem dando aula ou só arruma trabalho para os outros, precisão conhecer a nossa juventude. perguntem a eles, o que eles acham disso? o adolescente precisa de mais amparo de projetos políticos sociais anti-violências, drogas que envolvam o aluno em praticas esportivas para saúde mental. um abraço, mais achei fraco os companheiros por não se defenderem.

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